CONSUMIDORES E OS SENTIMENTOS QUE REPRESENTAM O LAR

Em nossas pesquisas com consumidores, a maior parte dos questionários são divididos entre assinantes do sistema de inteligência de mercado, para entendimentos exclusivos e sigilosos, e, em outra parte, inserimos questões que possam nos ajudar a entender melhor o comportamento de consumo, principalmente, de materiais de construção, mas também, móveis e itens para o lar.

E, é essa parte da pesquisa que origina alguns dos dados compartilhados em artigos e apresentações.

Partimos do princípio que os lares, uma das principais razões da existência dos varejos de materiais de construção, móveis, eletrodomésticos e demais itens correlatos, suscitam uma série de sentimentos nas famílias, que se bem explorados propiciam a transição de vendas meramente transacionais para vendas emocionais.

Essencialmente, o segmento de materiais de construção não vende cimento, vende segurança; não vende tintas, vende renovação; não vende porcelanato, vende sofisticação; não vende impermeabilizantes, vende saúde; não vende misturadores, vende estilo, e, assim sucessivamente, apenas para ficarmos em alguns poucos exemplos.

A mesma premissa é válida para vendas de móveis: não se vende móveis infantis, mas esperança; móveis para copa, mas comunhão; móveis para quarto, mas amor...

Assim, na Pesquisa 2 | 2020 (finalizada em novembro), que entrevistou 1.038 prováveis consumidores e consumidoras de materiais de construção (61,6% mulheres e 38,4% homens), nas 13 maiores Unidades Federativas do País, e, que tinham intenção de realizar obras/reformas residenciais num período máximo de um ano, logo, predominantemente, entre dezembro de 2020 a novembro de 2021, iniciamos uma investigação sobre esses sentimentos.

A pergunta que fechou o questionário, foi exatamente essa: “Para encerrar, por favor, é importante que você reflita com calma para nos dizer: se você tivesse que definir em palavras positivas o que significa seu lar para você, quais seriam essas palavras?”

Entre 20 palavras sugeridas que representavam sentimentos positivos, “bem-estar” foi a primeira, indicada por 38,1% dos entrevistados; seguida por “segurança”, por 33,6%; “tranquilidade”, por 33,2%; “proteção”, por 31,4%, e, apenas para ficarmos nas cinco mais indicadas, "paz”, por 28,8%.

Interessante que se analisarmos esses dados por classes sociais, “bem-estar” e “tranquilidade”, nessa ordem, são as duas principais palavras para os consumidores da classe B. Já, “segurança” adquire a mesma importância de “bem-estar”, para a classe C, e, por fim, a classe A apresenta uma melhor distribuição entre as palavras, demonstrando que a opulência material se reflete na sentimental.

De qualquer maneira, talvez, utilizar mais essas palavras em todos os pontos de contato com os consumidores de materiais de construção e móveis – das mídias sociais aos atendimentos nos balcões – faça a diferença no processo de compra, estimulando percepções emocionais e vendas de maior valor agregado.

Aos leitores que tiverem interesse em receber a apresentação desses dados específicos, com cruzamentos por classe social, regiões e faixas etárias, solicitem pelo e-mail de contato do portal.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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