VENDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LIDERAM O COMÉRCIO BRASILEIRO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recém divulgou os resultados de novembro da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), dimensionando o ano espetacular das vendas de materiais de construção, inclusive, com potencial de apresentar o maior crescimento, entre as dez áreas de atividades comerciais monitoradas.

Vamos para uma análise sob três perspectivas distintas, com capacidade de nos trazer uma ampla visão do desempenho do comércio do segmento: comparativos mês anterior, mesmo mês do ano anterior e acumulado ano.

No comparativo novembro com outubro de 2020, o comércio de materiais de construção decresceu 0,8%, em volume de vendas (real/nominal deflacionado), e, cresceu 1%, nominalmente (volume de vendas inflacionado).

Se considerarmos como base o mês de fevereiro – último cheio antes das medidas de isolamento social – nos comparativos “mês anterior” de março a novembro, houve crescimento acumulado de 18,8%, em volume de vendas, e, impressionantes 34,3%, nominalmente.

Essa diferença evidencia o processo inflacionário no comércio do segmento, como atesta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, que indicou inflação geral, em 2020, de 4,52%, enquanto na categoria Reparos (CNAE 2103 – itens de materiais de construção) de 5,62%, puxada para cima pelos itens tijolo, com 29,79%; material hidráulico, com 18,19%, e, cimento, com 17%.

Já, retomando o comércio de materiais de construção, no comparativo novembro de 2020 com novembro de 2019, houve crescimento de 17%, em volume de vendas (o segundo maior do comércio brasileiro), e, de 32,2%, nominalmente (o maior do comércio brasileiro).

Por fim, em dados de ampla abrangência temporal e que fornecem indicativos consistentes sobre como deverá fechar o ano, no comparativo acumulado ano novembro de 2020 com acumulado ano novembro de 2019, houve crescimento de 10,1%, em volume de vendas (o segundo maior do comércio brasileiro), e, de 15%, nominalmente (o maior do comércio brasileiro).

Se for mantido esse resultado no comparativo acumulado ano dezembro de 2020 com acumulado ano dezembro de 2019 (a ser fechado pelo IBGE no próximo dia 10), o comércio de materiais de construção terá seu melhor desempenho anual, tanto em volume de vendas, quanto nominalmente, desde 2010.

Coincidentemente, a exemplo da injeção de recursos públicos do Auxílio Emergencial para combater as consequências da pandemia; em 2010, o governo do então presidente Lula, aumentava substancialmente os gastos públicos para combater as consequências da Crise Financeira de 2008, naquilo que seria aprofundado pela sua sucessora, Dilma Rousseff, sob o nome de Nova matriz econômica.

Espera-se que as coincidências aí parem, e que com o bom andamento da campanha de vacinação em massa a economia recupere o nível de emprego, renda e confiança, voltando a andar com as próprias pernas em 2021.

Inclusive, o segmento de materiais de construção, historicamente, um dos mais beneficiados por tais incentivos anticíclicos.


Aos leitores que tiverem interesse em receber uma apresentação de nossa análise da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), solicitem pelo e-mail de contato do portal.

A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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