PARA QUEM MAIS VALE O LAR?

É fato que a superutilização dos lares, além da proteção por eles oferecida, fez com que os consumidores os valorizassem ainda mais, e, por desejo ou necessidade, investissem em produtos e serviços que os tornassem lugares melhores para se viver e conviver.

Na Pesquisa 2 | 2020 (finalizada em novembro), que entrevistou 1.038 prováveis consumidores e consumidoras de materiais de construção (61,6% mulheres e 38,4% homens), nas 13 maiores Unidades Federativas do País, cujo filtro era a intenção de realizar obras/reformas residenciais num período máximo de um ano, investigamos esse assunto.

Perguntamos: “Você diria que a pandemia fez com que você valorizasse mais sua residência do que antes?”

Do total de entrevistados, 67,9% disseram que sim; 26,6%, igual, e, 5,5%, não. Essa sobrevalorização do lar, repercutiu, repercute e ainda repercutirá positivamente nas vendas dos varejos de materiais de construção, móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e demais itens para o lar, principalmente para as empresas que melhor entenderem os novos desejos e necessidades de seus consumidores.

Então, para gerar alguns inputs, vamos analisar três recortes da pesquisa: classes sociais, regiões e faixas etárias.

Se, no total de entrevistados, 67,9% estão valorizando mais seus lares do que antes da pandemia, considerando somente os entrevistados da classe A esse número sobe para 75,8%; classe B, 71,3%, e, classe C, cai para 65,7%. Embora, de maneira geral, a sobrevalorização seja significativa em todas as classes sociais, há relação entre maior poder aquisitivo e apego ao lar.

Já, por regiões, considerando somente entrevistados do Sul, esse número sobe para 71,1%; Nordeste, 71%, e, Centro-Oeste, 70,1%. Já, na região Sudeste, cai para 65,4%. Vemos, portanto, que houve uma menor valorização nessa última região, quando comparada com as outras três (não pesquisamos a região Norte).

Por fim, na divisão por faixas etárias, destaque para os jovens. Considerando a faixa etária de 25 a 34 anos, esse número sobe para 74,6%; de 35 a 44 anos (jovens maduros) para 68,1%; de 45 a 54 anos (maduros) cai para 55,9% (o perfil que menos valorizou os lares nesse período), e, 55 + anos (seniores), para 63,8%.

De qualquer maneira, independentemente do perfil, muito provavelmente, nunca houve um período de tamanha valorização dos lares, e, consequentemente, tão propício para vender produtos a eles associados.



Aos leitores que tiverem interesse em receber a apresentação e tabelas desses dados, solicitem pelo e-mail de contato do portal.

A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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