VENDAS INIMAGINÁVEIS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Períodos de forte volatilidade e intensos contrastes são os mais ricos em insights e aprendizados. Assim, retomamos os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), sobre as vendas de materiais de construção no último ano.

Considerando o acumulado dos comparativos “mês anterior”, tendo como base fevereiro (último mês cheio pré-pandemia) até dezembro de 2020, houve crescimento acumulado de 16,6%, em volume de vendas (real/nominal deflacionado), e, de 29,8%, nominalmente (volume de vendas inflacionado).

Nem o mais otimista dos otimistas, em março, poderia prever um desempenho tão positivo assim, durante os meses de isolamento social.

Ainda mais inimaginável na época, é o fato de que o melhor desempenho percentual no ano, entre as dez atividades comerciais pesquisadas foi, justamente, o do comércio de materiais de construção.

No comparativo ano de 2020 com ano de 2019, as vendas cresceram 10,8%, em volume de vendas, e, 16,8%, nominalmente. Esse foi o melhor resultado desde o ano de 2010, quando houve crescimento de 15,7%, em volume de vendas, e, 20,6%, nominalmente.

Além disso, os desempenhos foram significativamente melhores do que os do comércio brasileiro (Varejo Ampliado), que apresentou decréscimo de 1,5%, em volume de vendas, e, crescimento de 3,3%, nominalmente.

Vale a menção também, do desempenho da atividade comercial Móveis e Eletrodomésticos, com crescimento de 10,6%, em volume de vendas (o segundo melhor percentual do comércio Brasil), e, crescimento de 11,5%, nominalmente (o terceiro melhor), reforçando um perfil de consumo que visava a melhoria dos lares, dos tetos e paredes aos móveis e eletrodomésticos.

Por fim, em dados relativos as 11 economicamente maiores Unidades Federativas, ainda comparando o ano de 2020 com ano de 2019, a melhor performance, em volume de vendas, ocorreu em São Paulo, com crescimento de 15,5%. Nominalmente, os melhores desempenhos ocorreram em São Paulo, com 20,3%, e, Bahia, com 20,1%.

Por outro lado, o Rio de Janeiro foi a única Unidade Federativa pesquisada que apresentou decréscimos: 5,9%, em volume de vendas, e 1,6%, nominalmente.

Tais resultados de vendas criaram uma base comparativa para 2021 difícil de ser superada, mesmo com a continuidade de algum tipo de auxílio do Governo (com valores e beneficiários reduzidos), imunização da maior parte da população até meados do segundo semestre (cenário otimista) e retomada do emprego, renda e confiança dos consumidores.

Mas, a história recente do segmento já ensinou que é possível imaginar o inimaginável, e trabalhar arduamente para que isso se torne realidade.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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