MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, MÓVEIS, ELETRODOMÉSTICOS E VACINA

Segundo a mais recente Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), no comparativo ano de 2020 com ano de 2019, o comércio de materiais de construção cresceu nominalmente 16,8%, e, o comércio de móveis e eletrodoméstico cresceu 11,5%, puxado para cima por eletrodomésticos, com 13,5%, e, para baixo por móveis, com 6,7%.

No mesmo período e base comparativa o comércio brasileiro (Varejo Ampliado) cresceu menos: 3,3%.

Além do auxílio emergencial, com ênfase na população de menor poder aquisitivo, tais vendas foram alavancadas pela superutilização e valorização do lar, em especial pelos consumidores de maior poder aquisitivo.

Especificamente nesse segundo perfil, as vendas de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos viverão um paradoxo: a imunização da população e consequente reabertura da economia e, especialmente, do setor de serviços, significará a redução da permanência dos consumidores nos lares e novos dispêndios fora do lar, impactando negativamente as vendas. Por outro lado, com a imunização da população ocorrerá a melhora dos níveis de emprego, renda e confiança, fundamentais para as vendas nesses mesmos segmentos.

Mas, será que as pessoas deixarão para trás seus lares, assim que a população estiver imunizada e as medidas de isolamento social forem encerradas?

Na Pesquisa 2 | 2020 (finalizada em novembro), que entrevistou 1.038 prováveis consumidores e consumidoras de materiais de construção (61,6% mulheres e 38,4% homens), nas 13 maiores Unidades Federativas do País, cujo filtro era a intenção de realizar obras/reformas residenciais num período máximo de um ano, investigamos esse assunto.

A maior parte, 49,5%, voltará a sair de casa normalmente, como antes da pandemia; já 20,1% pretendem ficar mais em casa do que antes da pandemia; 13,6% sairão mais de casa do que antes da pandemia, e, 16,8%, ainda não sabem.

No melhor dos mundos para os comércios de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, os 20,1% dos consumidores que pretendem ficar mais em casa do que antes da pandemia, há destaque no recorte na classe A, com 24,1%.

Em outras palavras, praticamente um em cada quatro consumidores de maior poder aquisitivo não sairá mundo afora, mesmo após a reabertura da economia, preferindo ainda curtir seu lar.

E esse momento pós-reabertura da economia e recuperação do emprego, renda e confiança dos consumidores, pode ser o tempo do varejo de itens para o lar se adaptar à nova realidade dos consumidores pós-pandemia.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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