AO MESMO TEMPO, EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CRESCE E DECRESCE NA PANDEMIA

Assim como ocorre no mercado de trabalho em geral, há duas realidades distintas no mercado de trabalho do setor da construção: contingente de trabalhadores formais crescendo, e informais, decrescendo.

Segundo dados mais recentes do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED), relativamente às contratações formais (regime CLT), no período de março de 2020 a março de 2021, o saldo de celetistas na atividade Construção (diferença entre admissões e demissões) foi positivo em 159.576 trabalhadores.

O Ministério da Economia monitora fundamentalmente trabalhadores envolvidos em obras de infraestrutura, construções de edifícios e serviços especializados diversos, que atendem os dois primeiros.

Muito provavelmente, o saldo está positivo devido a continuidade pelas construtoras das obras iniciadas antes da pandemia, boa performance de vendas das unidades residenciais novas e retomada dos lançamentos imobiliários, com respectivas execuções.

Já, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), relativamente ao montante de empregos formais e informais, no comparativo do trimestre terminado em fevereiro de 2021 com o mesmo trimestre de 2020, houve redução de 612 mil trabalhadores na atividade Construção.

Aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), monitora pessoas envolvidas formal ou informalmente nas mesmas atividades do CAGED, além de pessoas envolvidas informalmente nas obras, reformas ou melhorias residenciais e comerciais.

Diferentemente do emprego formal, estimulado pelo desempenho das vendas de imóveis novos, o emprego informal não foi estimulado pelas excelentes vendas do comércio de materiais de construção, durante a pandemia.

Assim, pedreiros, pintores, encanadores, eletricistas, entre outros executores, encontram-se numa situação similar aos demais trabalhadores informais: são os mais atingidos pela alta do desemprego.


Na próxima quinzena iniciaremos dois campos de pesquisas, visando entender melhor quem são os pedreiros: uma pesquisa quantitativa com consumidores que os contrataram, e outra qualitativa, com pedreiros de 25 a 35 anos, dentro do projeto Jovens Pedreiros.

A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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