INDÚSTRIAS DE MÓVEIS, CIMENTO E CONSTRUÇÃO CRESCEM DOIS DÍGITOS EM 2021

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), com resultados que nos auxiliam a entender as movimentações industriais de produtos associados ao lar, construção e reforma.

Vamos nos ater para essa análise apenas a duas comparações: mesmo mês do ano anterior e mesmo período acumulado do ano anterior.

A produção física industrial geral Brasil cresceu 10,5%, no comparativo março de 2021 com março de 2020, e 4,4%, no acumulado ano primeiro trimestre de 2021 com primeiro trimestre de 2020.

Mesmo considerando a base baixa de março de 2020, devido a primeira onda da pandemia, há indicativos que a produção industrial brasileira deverá se recuperar e ainda compensar a queda de 4,5%, em 2020, crescendo, segundo projeções do Boletim Focus do Banco Central, 5,5%, em 2021.

Mas, e nos recortes das indústrias moveleira, de insumos típicos da construção civil (agregado de todos os produtos identificados com a produção da construção civil) e de cimento (Portland, exceto branco), para os mesmos períodos?

Ainda segundo o IBGE, no comparativo março de 2021 com março de 2020, em ordem decrescente, a indústria moveleira cresceu 35,8%; de cimento, 35,6%, e de insumos típicos da construção civil, 22,4%.

Vamos então distribuir esse comparativo pelo primeiro trimestre de 2021 com primeiro trimestre de 2020, no qual os meses de janeiro e fevereiro vivenciavam uma normalidade pré-pandemia.

Em ordem decrescente, a produção industrial de cimento cresceu 21%; de insumos típicos da construção civil, 15,4%, e de móveis, 14,7%.

Dessa maneira, tanto a indústria moveleira como de insumos típicos da construção civil, a exemplo da produção industrial geral, indicam recuperação em 2021, após quedas de 3,8% e 0,2%, respectivamente, em 2020.

Já, a produção industrial de cimento indica para o terceiro ano consecutivo de crescimento, após 3%, em 2019, e 12%, em 2020.

Os resultados IBGE do primeiro trimestre são promissores para o ano vigente, e assim continuarão até o mês de abril, quando as bases comparativas a partir de maio de 2020 começarão a ficar mais robustas e, mês após mês, infladas, graças, principalmente, às consequências das medidas de proteção social, emprego e renda do Governo Federal, além das melhorias dos lares para o "ficar em casa".

E, é justamente nesse momento, que o desafio do crescimento da produção industrial se tornará mais complexo.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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