VENDAS NO ANO REDUZEM PROJEÇÕES PARA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Com os novos resultados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com os faturamentos em volume de vendas (nominal deflacionado/real) e nominal (volume de vendas inflacionado), ocorreram reversões na tendência de alta das vendas de materiais de construção no ano vigente.

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), na passagem de fevereiro para março, houve decréscimo de 5,6%, em volume de vendas, e 4,2%, nominalmente, no comércio do segmento (agregado lojas físicas e digitais).

Mesmo assim, o resultado segue positivo nos meses de isolamento e restrições sociais, ou seja, de março de 2020 a março de 2021: crescimento de 13,9%, em volume de vendas, e 37,6%, nominalmente.

É sempre bom frisar que a significativa diferença entre faturamentos em volume de vendas e nominal, evidencia os contínuos aumentos de preços que impactaram o comércio no período, justamente, tendo como uma das principais razões, o forte aumento da demanda.

Assim, considerando o tratamento estatístico dos dados PMC de janeiro de 2012 a março de 2021 (nova série histórica), projetamos para o ano decréscimo de 1,7%, em volume de vendas, e crescimento de 18%, nominalmente, para o comércio de materiais de construção, no comparativo com o ano de 2020.

Anteriormente, considerando o tratamento estatístico dos dados PMC de janeiro de 2012 a fevereiro de 2021, projetávamos para o ano crescimento de 2,7%, em volume de vendas, e de 23,1%, nominalmente.

Mesmo com a desaceleração das vendas, no acumulado dos dois anos da pandemia, o resultado deverá ficar francamente positivo.

Considerando que, em 2020 o comércio de materiais de construção cresceu 10,8%, em volume de vendas, e 16,8%, nominalmente, ao se confirmarem as novas projeções, no agregado do biênio 2020/2021, o comércio de materiais de construção terá crescido 8,9%, em volume de vendas, e 37,8%, nominalmente.

Resultado que certamente dará necessária gordura para encarar o ano de 2022, com a imunização da população, reabertura completa do setor de serviços (alimentação fora do lar, viagens, hospedagens, culturais, esportivos, lazeres diversos etc.) e o fim do “fique em casa”.


O método projetivo é elaborado pela empresa especializada Best Forecast Marketing e Modelagem, com apoio da Fundação de Dados, e atualizado mensalmente, tendo como referência os resultados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Utilizamos como base o histórico da PMC, calculando um intervalo de confiança de 95%. A projeção utiliza a média entre a previsão e o limite inferior desse intervalo de confiança, ou seja, é uma previsão com desconto (para neutralização de vieses da bolha de 2020). Também assumimos a premissa de que novas medidas de proteção social não terão o mesmo impacto na economia, comparado com 2020, apenas compensando, assim, as perdas da renda da população.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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