DESEMPENHO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO SEGUE MELHOR DO QUE MÓVEIS E ELETROS

Elaboramos um recorte denominado “Painel mensal vendas e inflação itens para o lar”, no intuito de comparar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre canais de vendas e produtos associados às residências.

Para efeito de leituras mais fidedignas, apresentaremos apenas os dados nacionais em volume de vendas, ou seja, reais, expurgando assim, a inflação do período.

Utilizando como base a mais recente Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), segundo o IBGE, na passagem de fevereiro para março, no agregado lojas físicas e digitais, o canal de vendas Material de Construção (tipo home centers, lojas de bairro, especializados em tintas, revestimentos cerâmicos etc.) decresceu 5,6%.

Ainda assim, durante os meses de isolamento e restrições sociais, ou seja, de março de 2020 a março de 2021, o faturamento do canal está 13,9% acima de fevereiro de 2020.

Já, na passagem de fevereiro para março, no agregado lojas físicas e digitais, o canal de vendas Móveis e Eletrodomésticos (tipo Magazine Luiza, Lojas Cem, Ponto, Casas Bahia, Colombo, entre outros perfis similares) decresceu 22%.

Assim, durante os meses de isolamento e restrições sociais, o faturamento do canal está 18,2% abaixo de fevereiro de 2020.

Dessa maneira, durante a pandemia, as vendas de materiais de construção permaneceram aquecidas, enquanto as vendas de móveis e eletrodomésticos, no perfil de canal citado acima, não.

Na base comparativa "mês anterior", o IBGE não elabora recortes específicos para móveis e eletrodomésticos. No entanto, há tais elaborações em outras bases.

Considerando, agora, o comparativo primeiro trimestre de 2021 com primeiro trimestre de 2020, as vendas de materiais de construção cresceram 20,4%; de móveis 5,3%, e de eletrodomésticos 0,3% (ambas últimas sempre dentro do canal Móveis e Eletrodomésticos).

Deve-se ressaltar que a partir de março, as comparações com o ano anterior ocorrem sobre bases reduzidas, devido aos impactos iniciais das medidas de isolamento e restrições sociais.

Porém, inversamente, essas comparações, a partir de maio, ocorrerão sobre bases infladas, devido principalmente à conjuntura auxílio emergencial, “fique em casa” e impossibilidade de dispêndios com serviços diversos.

Com isso, é bastante provável que ocorram reversões dos crescimentos ano desses produtos nos próximos meses, revertendo também, os admiráveis crescimentos de vendas do ano de 2020 comparado com o ano de 2019: materiais de construção 10,8%; móveis 11,9%, e eletrodomésticos 10%.

O ponto principal é sobre a magnitude desses decréscimos, de maneira que os saldos dos agregados das vendas 2020/2021 permaneçam positivos, preparando os principais comércios de bens de consumo duráveis para o lar para o desafiante ano de 2022, quando, tudo indica, o mundo não mais ficará em casa.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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