NA PANDEMIA, INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO SE RECUPERA DE DILMA ROUSSEFF

Há uma janela de tempo na qual os dados industriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) convergem, sendo possível uma leitura abrangente do desempenho das indústrias do segmento.

No comparativo acumulado ano maio de 2021 com acumulado ano maio de 2020, dados do Índice ABRAMAT indicaram para um crescimento de 27,1%, no faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção, puxado percentualmente para cima pelas indústrias de materiais de acabamento, com 31%, e para baixo pelas indústrias de materiais básicos, com 24,6%.

Reforça a perspectiva positiva desses dados, o nível de utilização da capacidade instalada nas indústrias de materiais de construção, em 78%, em maio de 2021, ante 53%, em maio de 2020 (nível mais baixo durante a pandemia), e ante 69%, em maio de 2019, momento esse no qual a economia funcionava dentro da normalidade pré-pandêmica.

Relativamente ao faturamento deflacionado, mesmo considerando que o desempenho está superdimensionado pela base comparativa deprimida de março, abril e maio de 2020, é muito provável que as indústrias do segmento recuperem neste ano parte da perda de 20,4%, acumulada nos anos de 2015 a 2020, sendo que, somente no biênio 2015/2016, essa perda foi de 19,7%.

Retomando o comparativo acumulado ano maio de 2021 com acumulado ano maio de 2020, porém nos indicadores especiais da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, no recorte Insumos típicos da construção civil (agregado das produções industriais de produtos para o setor da construção civil), o crescimento da produção foi de 26,9%.

Também aqui, considerando que o desempenho está superdimensionado pela base comparativa deprimida de março, abril e maio de 2020, é muito provável que o agregado das produções industriais do segmento recupere neste ano parte da perda de 23,2%, acumulada nos anos de 2015 a 2020, sendo que, somente no biênio 2015/2016, essa perda foi de 22,6%.

É notório que para as indústrias de materiais de construção, em termos de faturamento e produção, nem mesmo a maior crise sanitária dos últimos 100 anos se assemelhou às perdas causadas pela heterodoxia da nova matriz econômica do governo Dilma Rousseff.

É sempre bom avaliar atentamente a importância das diretrizes econômicas do País e seus impactos no segmento, principalmente a partir de 2022, quando a população estiver imunizada, a Covid-19 superada e elegeremos um (a) novo (a) presidente.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes e customizados.

Newton Guimarães

Head
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