NOMINALMENTE, VENDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CRESCEM 51,1% DURANTE PANDEMIA

Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) a taxa de desemprego está em 14,7%, recorde da série histórica iniciada em janeiro de 2012, correspondendo a 14.761 milhões de desempregados.

Apenas na ótica das pessoas ocupadas (trabalhando), houve redução de 3.301 milhões de pessoas trabalhando, no comparativo com o mesmo período de 2020, e redução de 6.425 milhões, no comparativo com o mesmo período de 2019.

Ainda, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com isso, em termos de massa de rendimento real das pessoas trabalhando, houve redução de R$12 bilhões no mercado de consumo, no comparativo com o mesmo período de 2020, e redução de R$13,8 bilhões, no comparativo com o mesmo período de 2019.

Sob condições normais, diante de tal conjuntura, as vendas de bens de consumo duráveis, diretamente relacionadas ao emprego e renda, estariam despencando.

Mas, não vivemos sob condições normais.

Elaborando dados da recém divulgada Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), também do IBGE, o faturamento das vendas de materiais de construção Brasil cresceu 51,1%, nominalmente (volume de vendas inflacionado), e 22%, em volume de vendas (nominal deflacionado), durante os meses de isolamento e restrições sociais, ou seja, no acumulado de março de 2020 a maio de 2021, com tendência de alta em relação ao acumulado anterior, de março de 2020 a abril de 2021.

E, embora parte do comércio físico de materiais de construção tenha permanecido fechado de meados de março a meados de abril, ainda assim, apenas no ano de 2021, ou seja, de janeiro a maio, houve crescimento de 4%, em volume de vendas, e 13%, nominalmente, no faturamento das vendas do comércio de materiais de construção.

Por fim, dessa maneira, no comparativo das vendas acumuladas nos primeiros cinco meses de 2021 com os primeiros cinco meses de 2020, houve crescimento de 25,6%, em volume de vendas, e 52%, nominalmente.

Porém, por mais que as vendas de materiais de construção estejam descoladas da conjuntura emprego e renda, esses desempenhos percentuais admiráveis no acumulado ano começarão a reduzir, a partir da base comparativa junho de 2020, início do círculo virtuoso comercial, ainda vigente.

Mesmo assim, ao que tudo indica, as vendas de 2021 deverão fechar positivas, o que, se confirmando, será o quinto ano consecutivo de crescimento do comércio de materiais de construção.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes ou customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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