MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO FORTALECEM TRAJETÓRIA DE ALTA DAS VENDAS PARA 2021

A partir de junho de 2020, em parceria com a empresa especializada Best Forecast Marketing e Modelagem, iniciamos os estudos e elaborações de um método para projeções das vendas do comércio de materiais de construção Brasil e por Unidades Federativas.

O objetivo é dimensionar com rigor científico estimativas de vendas para o final do ano vigente, mas também, identificar, mensalmente, vieses de alta, estabilização e baixa dessas vendas.

E, com os novos resultados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) tratados estatisticamente, o viés é de alta.

Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no comparativo maio com abril de 2021, o faturamento do comércio de materiais de construção Brasil cresceu 5%, em volume de vendas (nominal deflacionado), e 4%, nominalmente (volume de vendas inflacionado).

Dessa maneira, o comércio do segmento cresceu pelo segundo mês consecutivo, após, no comparativo abril com março, crescimento de 8,2%, em volume de vendas, e 6,1%, nominalmente.

Com isso, recuperou-se a depressão das vendas de março, quando, devido ao recrudescimento da pandemia, ocorreram fechamentos das lojas físicas em grande parte do País. No agregado de março, abril e maio, houve crescimento de 0,1%, em volume de vendas, e 5%, nominalmente.

Assim, tratando estatisticamente dados de janeiro de 2012 a maio de 2021 (nova série histórica PMC), o faturamento do comércio de materiais de construção deverá crescer 7,4%, em volume de vendas, e 28,3%, nominalmente, no ano de 2021 comparado com o ano de 2020.

Consequentemente, o comércio do segmento apresenta viés de alta, haja vista que, nas projeções anteriores, tratando estatisticamente dados de janeiro de 2012 a abril de 2021, o faturamento do comércio de materiais de construção cresceria 3,6%, em volume de vendas, e 21,2%, nominalmente, no ano de 2021 comparado com o ano de 2020.

Em volume de vendas, o crescimento projetado para 2021 de 7,4% será menor do que o crescimento efetivo em 2020, de 10,8%; nominalmente, o crescimento projetado de 28,3% será maior do que o crescimento efetivo em 2020, de 16,8%.

Deve-se considerar que a expressiva diferença entre projeções em volume de vendas e nominal apenas reflete a elevada inflação dos materiais de construção no período.

Por fim, ao aplicarmos a projeção de crescimento nominal sobre o sell out estimado do comércio de materiais de construção, de R$159,5 bilhões em 2020, o segmento faturará nominalmente R$45,1 bilhões no ano de 2021, fechando-o em R$204,6 bilhões (estimativa sell out 2021).

É prudente aguardarmos os próximos dados mensais IBGE, com os resultados do primeiro semestre, para novas calibragens desses números impressionantes.


Para projeções utilizamos o modelo Holt-Winters sazonal, considerando a média entre a previsão e o limite inferior do intervalo de confiança projetado, ou seja, é uma estimativa com desconto, visando a redução do viés da bolha de consumo de 2020. Os cálculos são atualizados mensalmente, sempre apoiados nos novos resultados da PMC, incluindo revisões de dados dos meses e anos anteriores, coletados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA).

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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