MATERIAL DE CONSTRUÇÃO FATURA R$23,5 BILHÕES A MAIS DO QUE MÓVEIS E ELETROS

Na elaboração do recorte especial Painel Mensal Vendas e Inflação Itens para o Lar, que utiliza como uma de suas bases a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), as vendas do canal Material de Construção seguem significativamente mais altas do que as vendas do canal Móveis e Eletrodomésticos.

Considerando os faturamentos brutos das vendas físicas e digitais, em volume de vendas (nominal deflacionado), no canal Material de Construção (agregando home centers, lojas de bairro, especializadas em tintas, revestimentos cerâmicos, ferragens, materiais elétricos, entre outros formatos similares), o faturamento em relação ao pré-pandemia cresceu 22%, enquanto no canal Móveis e Eletrodomésticos (agregando formatos tipo Magazine Luiza, Lojas Cem, Casas Bahia, Ponto, Lojas Colombo, Fast Shop, entre outros formatos similares) cresceu 1,6%.

Já, nominalmente (volume de vendas inflacionado), também em relação ao pré-pandemia, o canal Material de Construção cresceu 51,1%, enquanto o canal Móveis e Eletrodomésticos cresceu 16,1%.

Logo, tanto em termos reais como nominais, durante o período de isolamento social, as vendas de materiais de construção superaram as vendas de móveis e eletrodomésticos no canal especificado.

Mas, e somente no ano de 2021 (janeiro a maio)?

Em volume de vendas, o canal Material de Construção cresceu 4%, enquanto o canal Móveis e Eletrodomésticos decresceu 3,8%. Já, nominalmente, Material de Construção cresceu 13%, enquanto Móveis e Eletrodomésticos cresceu 0,8%.

Mesmo mudando a perspectiva, Material de Construção ainda se sobressai.

Por fim, em termos financeiros, o que significam esses desempenhos anuais para os dois formatos de canais?

Agora, apenas em termos de faturamentos nominais, segundo estimativas de sell out Fundação de Dados, o crescimento em 2021 do canal Material de Construção significa um resultado positivo estimado de R$1,733 bilhão, para um acumulado de janeiro a maio de R$70,951 bilhões.

Já, para o canal Móveis e Eletrodomésticos, o crescimento de 2021 significa um resultado positivo estimado de R$0,078 bilhões, para um acumulado ano de janeiro a maio de R$47,471 bilhões, ou seja, R$23,480 bilhões a menos.

Infelizmente, os dados da PMC do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não permitem nesse canal, a quebra dos desempenhos percentuais, resultados ano e acumulados ano em reais, separando móveis de eletrodomésticos.

Porém, é possível com essas elaborações concluir que as bruscas mudanças ocasionadas pela pandemia, fortaleceram as vendas do comércio de materiais de construção numa intensidade significativamente maior do que nos formatos magazines/lojas de departamento.


Excepcionalmente nesse mês, os leitores que se interessarem em receber o Painel Mensal Vendas e Inflação Itens para o Lar poderão solicitar pelo e-mail de contato do portal.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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