NO ANO, CONSTRUÇÃO VENDE R$84,2 BILHÕES; MÓVEIS E ELETROS, R$58,8 BILHÕES

As elaborações do Painel Mensal Vendas e Inflação Itens para o Lar dimensionam estimativas de vendas dos comércios Material de Construção e Móveis e Eletrodomésticos, baseadas na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Resgatamos para isso, dados ajustados mensalmente da nova série histórica iniciada em janeiro de 2012, coletados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) e aplicados sobre propostas de sell out de ambos comércios.

Em 2021, o comércio Material de Construção fechou o primeiro semestre com um faturamento nominal estimado R$25,409 bilhões acima do comércio Móveis e Eletrodomésticos.

No semestre, o comércio de materiais de construção (abarca desde formatos especializados até multicategorias de diversos portes, incluindo atacado) cresceu nominalmente 10,1%, tendo como base dezembro de 2020.

Assim, segundo estimativas de sell out Fundação de Dados, esse crescimento correspondeu a um faturamento parcial ano do canal de R$84,180 bilhões.

No mesmo período, o comércio de móveis e eletrodomésticos (abarca magazines e formatos similares) cresceu nominalmente 4,6%, tendo como base dezembro de 2020.

Segundo estimativas de sell out Fundação de Dados, esse crescimento correspondeu a um faturamento parcial ano do canal de R$58,771 bilhões.

Tais desempenhos podem ser creditados à combinação do aumento real de vendas (somente em Material de Construção) e inflação.

Se, no primeiro semestre de 2021, nominalmente, o comércio de materiais de construção cresceu 10,1%, já, em volume de vendas (real/nominal deflacionado), o crescimento foi, no mesmo período, de 5,1%. E, nominalmente, se o comércio de móveis e eletrodomésticos cresceu 4,6%, já, em volume de vendas, houve decréscimo de 1,8%.

A pressão dos preços pode ser melhor avaliada nos resultados do acumulado últimos doze meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em julho, a inflação geral acumulada foi de 8,99%. No item Reparos (materiais de construção) foi de 10,25%, puxada para cima pelo subitem Material hidráulico, com 41,63%. No item Mobiliário (móveis por ambientes e colchão) foi de 12,38%, puxada para cima pelo subitem Colchão, com 35,28%. E, por fim, no item Eletrodomésticos e equipamentos, foi de 10,67%, puxada para cima pelo subitem Chuveiro elétrico, com 18,09%.

Porém, independentemente das pressões inflacionárias, podemos considerar que a conjuntura do ano de 2021 segue mais favorável para as vendas do comercio de materiais de construção, do que para o comércio de móveis e eletrodomésticos.


A Fundação de Dados é um sistema de inteligência de mercado especializado no consumo de materiais de construção, móveis e itens para o lar, que realiza pesquisas e estudos próprios, multiclientes ou customizados.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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