PROJEÇÕES MATERIAL DE CONSTRUÇÃO INDICAM CRESCIMENTO EM 2021, E QUEDA, EM 2022

Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), na passagem de maio para junho, o faturamento do comércio de materiais de construção cresceu 1,9%, em volume de vendas (real/nominal deflacionado), e decresceu 0,4%, nominalmente (volume de vendas inflacionado).

Dessa maneira, segundo o modelo estatístico adotado (informações técnicas no final do artigo), tendo como base o tratamento de dados "comparativo mês anterior" da PMC, de janeiro de 2012 a junho de 2021 (nova série histórica), o comércio de materiais de construção deverá crescer 7,7%, em volume de vendas, e 25,8%, nominalmente, em 2021 comparado com 2020.

Tais diferenças entre projeções sem inflação (volume de vendas) e com inflação (nominal) reproduzem as fortes elevações dos preços no segmento.

Considerando que o comércio de materiais de construção cresceu 10,8%, em volume de vendas, e 16,8%, nominalmente, em 2020 comparado com 2019, em se concretizando as projeções estatísticas acima, o comércio do segmento crescerá 19,3%, em volume de vendas, e crescerá 46,9%, nominalmente, no agregado do biênio pandêmico 2020/2021.

Porém, como qualquer método projetivo, os próximos inputs de dados, nesse caso, os novos resultados mensais da PMC, poderão determinar vieses de alta, estabilidade ou baixa nas previsões. No entanto, independentemente desses vieses, é certo que a fatura de 2021 está garantida.

E é bom que seja assim, principalmente considerando as projeções para o próximo ano.

Segundo o mesmo modelo estatístico, em 2022 comparado com 2021, o comércio de materiais de construção decrescerá 6,1%, em volume de vendas, e decrescerá 1,3%, nominalmente.

Ressalta-se, por fim, que esse é um modelo puramente matemático, ou seja, não antevê e pondera a conturbada conjuntura política pré-eleitoral, o andamento das reformas estruturantes, crise hídrica, o impacto no segmento da reabertura dos serviços fora do lar, fim do auxílio emergencial, desemprego elevado, alta da taxa de juros, novo Bolsa Família, inflação, entre inúmeras variáveis possíveis.

Ainda assim, é uma boa base de referência sobre os desafios futuros para as vendas de materiais de construção.


As projeções são elaboradas pela empresa especializada Best Forecast Marketing e Modelagem, apoiadas pela Fundação de Dados, utilizando o modelo Holt-Winters sazonal, considerando a média entre a previsão e o limite inferior do intervalo de confiança projetado, ou seja, é uma estimativa com desconto, visando a redução do viés da bolha de consumo de 2020. Os cálculos são atualizados mensalmente, sempre apoiados nos novos resultados da PMC, incluindo revisões de dados dos meses e anos anteriores, coletados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA), visando identificar vieses de alta, estabilidade ou baixa nas previsões. Empresas interessadas nas projeções por Unidades Federativas poderão nos contatar pelo portal.

Newton Guimarães

Head
newton@fundacaodedados.com.br

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