INDÚSTRIAS DE MATCONS REAGEM, MESMO COM QUEDA DO CONSUMO

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), a produção física da construção civil  (m², m³, quilos ou toneladas, dependendo do produto), no indicador especial insumos típicos da construção civil (agregado PIM de produtos identificados com a construção civil), decresceu 7,7%, no comparativo março de 2022 com março de 2021, ante decréscimo de 10,1%, no comparativo fevereiro de 2022 com fevereiro de 2021.

Já, no comparativo acumulado ano primeiro trimestre de 2022 com acumulado ano primeiro trimestre de 2021, o decréscimo foi de 9,6%, ante decréscimo de 10,7%, no comparativo acumulado ano primeiro bimestre de 2022 com acumulado ano primeiro bimestre de 2021.

Dessa maneira, tanto no comparativo mesmo mês do ano anterior, como no comparativo acumulado ano anterior, há tendência de redução no declínio da produção, devido, também, à redução da base comparativa, que reflete, cada vez menos, o boom produtivo de 2021.

Ainda, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção da indústria cimenteira (toneladas), cresceu 1,9%, no comparativo março de 2022 com março de 2021, ante crescimento de 0,7%, no comparativo fevereiro de 2022 com fevereiro de 2021.

Já, no comparativo acumulado ano primeiro trimestre de 2022 com acumulado ano primeiro trimestre de 2021, o decréscimo foi de 1,6%, ante decréscimo de 3,6%, no comparativo acumulado ano primeiro bimestre de 2022 com acumulado ano primeiro bimestre de 2021.

Os resultados da indústria cimenteira seguem a mesma tendência descrita anteriormente para a produção da construção civil, porém, já com números positivos nos comparativos “mesmo mês do ano anterior”, puxada, principalmente, pela construção de imóveis residenciais novos, após o boom de lançamentos de 2021, e obras públicas, devido às eleições no ano corrente.

Por fim, segundo agora o Termômetro da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (ABRAMAT), no primeiro quadrimestre de 2022, o nível médio de utilização da capacidade instalada nas indústrias de materiais de  construção (básico e acabamento) está em 72%, logo, abaixo do nível médio do mesmo período de 2021, em 79,5% (impactado pelo boom produtivo), e abaixo do nível nível do mesmo período de 2020, em 65% (impactado pela depressão dos primeiros meses da pandemia).

Assim, no primeiro quadrimestre deste ano, o nível de utilização está no mesmo patamar pré-pandêmico, do primeiro quadrimestre de 2019, em 72,3%.

Dessa maneira, evidencia-se a tendência de reequilíbrio na produção industrial de materiais de construção, após as distorções causadas pela pandemia, porém, puxada mais pelas construções de imóveis novos e obras de infraestrutura do que pelo comércio que, por sua vez, também segue em recuperação.

Positivamente, explorando suas opções, as indústrias do segmento demonstram força e antifragilidade.

Newton Guimarães - Head

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