IMÓVEIS NOVOS IMPACTAM VENDAS DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Segundo pesquisas Fundação de Dados, 8,8% dos consumidores que reformaram nos últimos dois anos, o fizeram antes de se mudarem para imóveis recém-adquiridos de construtoras/construtores.

Logo, conclui-se que o desempenho de construtoras e incorporadoras influenciam, num primeiro momento, diretamente às indústrias fornecedoras, por ocasião dos lançamentos e início das obras, e, num segundo momento, o comércio de materiais de construção, por ocasião das vendas e entregas das chaves.

Assim, quando esse mercado está aquecido gera um círculo virtuoso, com ganhos espalhados por todo o negócio da construção, e por que não, por toda a economia, devido ao contingente de pessoas empregadas nessa cadeia.

E, apenas no que concerne às vendas, as construtoras e incorporadoras foram, e continuam sendo, importantes propulsoras do desempenho do comércio de materiais de construção, sempre considerando que há um período variado entre vendas e entregas das chaves.

Em dados recém-atualizados e revisados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no comparativo ano de 2021 com ano de 2020, houve crescimento de 15%, nas vendas de unidades residenciais novas Brasil, passando de 250.736 unidades, em 2020, para 288.431 unidades, em 2021.

Em termos percentuais, destaque para o Nordeste, com crescimento de 19,6%. Em quantidade, destaque para o Sudeste, com 152.379 unidades. Por fim, é notória a queda de participação dos imóveis econômicos (enquadrados no Programa Casa Verde a Amarela), cuja participação, no total das vendas, passou de 54%, em 2020, para 48%, em 2021 (médias trimestrais ano).

E, na abertura do ano de 2022, mesmo sob uma base já elevada, as vendas continuam positivas.

No comparativo primeiro trimestre de 2022 com primeiro trimestre de 2021, houve crescimento de 1,4%, nas vendas de unidades residenciais novas Brasil, passando de 72.888 unidades, em 2021, para 73.923 unidades, em 2022.

Em termos percentuais, destaque para o Centro-Oeste, com crescimento de 15,4%. Em quantidade, destaque para o Sudeste, com 39.243 unidades. Por fim, também houve queda de participação dos imóveis econômicos, cuja participação, no total das vendas, passou de 52%, em 2021, para 50%, em 2022 (primeiro trimestre de cada ano).

Embora não seja possível traçar prognósticos precisos para o fechamento de vendas do ano, ainda assim, a julgar pelo estoque alto – superior em 5,3%, relativamente ao mesmo período do ano anterior –, há confiança suficiente nas incorporadoras para políticas comerciais agressivas, mesmo diante da alta dos juros e inflação

Pelo menos, é o que diz o Índice de Confiança da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) que estava, em maio de 2022, 9,1 pontos acima de maio de 2021.

Confiemos!

Newton Guimarães - Head

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