Lojas de bairro não satisfazem consumidores de materiais de construção

Este artigo complementa o anterior, Em 2023, a utilização das lojas de bairro cresce, enquanto home centers decresce, quando analisamos tendências nas utilizações das lojas de bairro, lojas de tintas, home centers/lojas grandes e sites/e-commerces (compra pela internet), para consumo de materiais de construção para obras/reformas residenciais.

Então, considerando a importância desses canais para o segmento, somente para quem utilizou cada qual, perguntamos: “Numa nota de 0 a 10, em que 0 significa “totalmente insatisfeito” e a nota máxima 10 significa “totalmente satisfeito”, considerando sua experiência de compra nesse tipo de loja, que nota você daria para…?”.

Apenas analisando os três principais canais físicos, home centers/lojas grandes foram aqueles que mais satisfizeram seus clientes, com top 2 box (soma dos percentuais das notas 9 e 10), de 69,2% (detalhes técnicos da pesquisa no rodapé de cada gráfico).

Em seguida, vieram as lojas de tintas, com top 2 box de 68,2%.

Por fim, vieram as lojas de bairro (próximas da obra, pequenas, médias e multicategorias de produtos), com 50,2%, logo, significativamente abaixo dos dois primeiros tipos de canais.

Sendo a loja de bairro o tipo de canal disparadamente mais visitado pelos consumidores de materiais de construção, uma experiência de compra insatisfatória prejudica não só a própria loja, mas o mercado como um todo, desestimulando a continuidade dessa mesma obra, ou mesmo, a realização de obras futuras.

Porém ao observarmos as notas 7 e 8, verificamos que nas lojas de bairro totalizam 36,2% dos entrevistados, contra 22,9%, relativamente aos home centers/lojas grandes, e 27,1%, relativamente às lojas de tintas.

Ou seja, talvez, com alguns ajustes, dentro de suas possibilidades, essa percepção possa ser melhorada.

A partir desse ponto, apoiados em dados sobre as críticas dos consumidores às lojas de bairro, retomaremos o assunto no próximo artigo.

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