72,1% dos consumidores da classe A compraram móveis ao reformar seus lares

No artigo anterior, Redução das obras residenciais impacta os mercados de móveis e decoração, constatamos o efeito cascata da redução do contingente e da dimensão das obras residenciais em 2025 (comparando com a série histórica), atingindo também as vendas de móveis, tapetes, cortinas, quadros, objetos decorativos etc.

Mas, dentro desse cenário como se comportaram especificamente as vendas de móveis novos?

Avancemos analisando dois anos consecutivos de pesquisas, nas quais perguntamos: Durante ou imediatamente após a obra/reforma você comprou móveis novos em geral para sua residência?

Considerando ambas as pesquisas (Pesquisa 2 | 2024 e Pesquisa 2 | 2025 -detalhes técnicos nos rodapés dos gráficos), cada qual realizada em novembro/dezembro do respectivo ano com 1.020 consumidores que fizeram obras/reformas nos últimos 12 meses, em média, 49,7% disseram que sim.

Ainda no gráfico abaixo, é perceptível a discreta queda percentual na comparação das pesquisas, passando de 50,7% do total dos consumidores na pesquisa de 2024 para 48,8% na pesquisa de 2025.

Portanto, é possível concluir que, proporcionalmente, mesmo com a redução do contingente e da dimensão das obras residenciais, o decréscimo foi mínimo, sendo que a maior contração para o comércio ocorre em termos absolutos, mas não relativos.

Então, em termos relativos por classes sociais, quais foram as oscilações na passagem anual?

Na pesquisa de 2024, 64,1% dos consumidores na classe A compraram móveis novos, crescendo para 72,1% na pesquisa de 2025. Já na classe B, cresceu de 52,9% para 54,6% e, por fim, na classe C decresceu de 48,7% para 44,4%.

Dessa maneira, a queda no contingente total de consumidores que compraram móveis novos durante ou logo após a obra foi impulsionada exclusivamente pela classe C.

Por outro lado, ocorreu significativo crescimento na classe A e mínimo na classe B.

Entre várias conclusões possíveis, destacamos que independentemente do momento, a proporção de consumidores que aproveitam a obra para comprar móveis permanece elevada.

No entanto, a desaceleração econômica, do contingente e da dimensão das obras, e das vendas de materiais de construção no comércio, não afeta, em relação a esse comportamento, os consumidores de maior poder aquisitivo.

Possivelmente, canais como os home centers ou lojas de móveis planejados, mais frequentados por esse perfil de consumidor são, portanto, menos impactados do que outros canais, como os magazines (Casas Bahia, Magazine Luiza e formatos similares).

A partir desse ponto daremos sequência à análise, investigando quais os principais canais utilizados pelos consumidores que reformaram seus lares para a compra de móveis novos.

Esse tema também já foi abordado em março de 2025, no artigo Móveis também são materiais de acabamento para obras residenciais.

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