No artigo anterior, 72,1% dos consumidores da classe A compraram móveis ao reformar seus lares, constatamos que 49,7% dos consumidores que realizaram obras/reformas residenciais aproveitaram para comprar móveis novos, principalmente na classe A.
Então, perguntamos, na Pesquisa 2 | 2025 (detalhes técnicos no rodapé dos gráficos), aos consumidores que fizeram obras/reformas e compraram móveis novos durante ou logo após a obra: “Em que tipo de loja você comprou os móveis novos?”
Desse perfil, 54% o fizeram nos magazines, especificados no questionário, a fim de evitar confusão, como Magazine Luiza, Casas Bahia, Ponto, Lojas Colombo, Lojas Cem, outros tipos de lojas parecidas.
Em seguida e distante, como segundo canal utilizado, surgiram os e-commerces diversos (não especializados em móveis), utilizados por 36,4%, seguidos pelas lojas especializadas em móveis (30,4%), apenas para citarmos os três principais.

Importante observar que os e-commerces diversos podem ser, inclusive, dos próprios magazines, além de tantas outras opções, como Mercado Livre, Amazon, Shopee etc.
Também é evidente que, embora o perfil desse público seja o de ter realizado obras e reformas residenciais, os home centers foram utilizados para compras de móveis novos por apenas 11,7%, sendo o último canal em termos de utilização.
Mas será que essa situação muda quando segmentamos os resultados por classes sociais?
Os magazines foram o principal canal de compra nas três classes sociais pesquisadas, com destaque, proporcionalmente, na classe C (58,5%).
Em seguida, a classe A combinou com destaque três tipos de canais: marceneiros (39,5%), e-commerces especializados em móveis (39%) e lojas de móveis planejados (38%), especificados no questionário como Todeschini, Italínea, Dell Anno, New Modulados, Casa Brasileira, outros tipos de lojas parecidas.
Já os e-commerces diversos (não especializados em móveis) foram o segundo canal, tanto na classe B (32,9%) quanto na classe C (38,9%).

Baixar gráficos: artigo, indústria matcons e moveleira
É interessante notar como foram combinados vários tipos de canais, principalmente na classe A, com média de 2,5 tipos, enquanto a classe B combinou 1,9 tipo e a classe C, 2 tipos.
Por fim, ainda proporcionalmente, na classe A os home centers obtêm o seu melhor desempenho, utilizados por 21,5% para compra de móveis, embora, ainda assim, tenham sido o tipo de canal menos utilizado. Já na classe B foram utilizados por apenas 9,8% dos consumidores e, na classe C, por 11,8%.
Há tempos temos observado nas pesquisas que os magazines são de fato mais utilizados pelos consumidores na classe C, mas isso não significa que os consumidores de maior poder aquisitivo também não os utilizem, muitas vezes combinando padrões de móveis dependendo dos ambientes.
Por fim, o formato de canal home center, frequentado por boa parte dos consumidores que realizam obras e reformas, é subutilizado para as vendas de móveis novos.
Obviamente, essa é uma visão generalista, já que há casos de sucesso de lojas e bandeiras que aproveitam esse momento para também vender móveis prontos ou sob medida.
De qualquer maneira, mesmo assim, talvez o formato possa ser mais bem aproveitado, até mesmo para compensar, no faturamento, a desaceleração das vendas de materiais de construção (caso se concretize a tendência de redução da quantidade e dimensão das obras residenciais em 2026).
No próximo artigo, retomaremos a modelagem do perfil das obras e reformas brasileiras, analisando os principais tipos de intervenções.
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A Fundação de Dados realiza pesquisas ad hoc nos segmentos de materiais de construção e móveis, e por meio de painéis semestrais com consumidores de materiais de construção, nos quais as empresas assinantes podem inserir entendimentos exclusivos e sigilosos.









