Reformas de pisos e revestimentos desaceleraram, e as elétricas aceleraram

No artigo anterior, Home centers são subutilizados para as vendas de móveis, levantamos a hipótese de que o canal home center poderia ser melhor utilizado para a venda de móveis aos consumidores que realizam obras residenciais.

Seguindo a jornada de compra, o artigo atual também conversa diretamente com outro anterior, Redução das obras residenciais impacta os mercados de móveis e decoração, no qual constatamos uma redução, em relação à média histórica de 2021 a 2024, da realização de decoração dos lares, passando de 49,8%, nessa média, para 44,8%, em 2025.

Esse movimento de contração também ocorreu no último ano em relação à troca de pisos e revestimentos para parede.

Na média histórica do Painel Comportamental de Consumo de Materiais de Construção, considerando pesquisas realizadas de 2021 a 2024, sempre em novembro dos respectivos anos (detalhes técnicos no rodapé do gráfico), 61,6% dos consumidores que realizaram obras/reformas no último ano trocaram pisos e revestimentos para parede.

Apenas na pesquisa mais recente (Pesquisa 2 | 2025), o percentual decresceu para 54,1%, sendo superado por obras, reformas, reparos ou melhorias da parte elétrica (57,9%).

Baixar gráficos: artigo, crédito geral e ao varejo de bens duráveis

Entre vários pontos relevantes, destacamos dois: a significativa queda da troca de pisos e revestimentos para parede e a ascensão, como segundo tipo de intervenção, da parte elétrica.

Aqui não aprofundamos que tipo de troca de pisos e revestimentos mais desacelerou, o que mensuraremos a partir da próxima onda.

No entanto, sabemos que esse tipo de intervenção deixa uma contribuição significativamente positiva no comércio de materiais de construção. Provavelmente, essa foi uma das características da desaceleração das vendas no comparativo de 2025 com 2024.

Os próprios resultados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) indicam um desempenho real lateralizado (andando de lado) em 2025, com crescimento somente devido à inflação (nominal).

Por outro lado, intervenções na parte elétrica cresceram minimamente, em relação à mesma série histórica, muito possivelmente devido ao componente “necessidade”, se sobrepondo ao componente “desejo” (embora também possam ter sido feitos projetos luminotécnicos, entre outras questões ligadas ao conforto visual e à estética).

A partir da próxima onda, também investigaremos melhor esse aspecto.

No próximo artigo, seguiremos com a modelagem do perfil das obras brasileiras, analisando como se comportaram as reformas por ambientes, considerando a desaceleração das vendas.

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