É certa a importância das recomendações de produtos e lojas feitas pelos executores (pedreiros, pintores, eletricistas etc.) às famílias durante as obras residenciais.
Assim, essa sequência de artigos tem como objetivo fornecer insights para a didática dos cursos e treinamentos oferecidos para esse público.
No artigo anterior, 60,6% dos consumidores que reformam contratam a mão de obra confiando em recomendações, concluímos que a qualidade dos serviços dos executores é fundamental para gerar novas contratações ou recontratações futuras.
Quais deveriam ser, então, os erros a serem evitados por eles durante a obra?
Assim, perguntamos para 947 consumidores que haviam realizado obras e reformas predominantemente entre maio de 2025 e abril de 2026: “Na sua opinião, quais são os principais defeitos da mão de obra contratada para a obra?” (detalhes técnicos nos rodapés dos gráficos).
Entre os itens estimulados, o primeiro defeito assinalado foi sujeira deixada no término do dia (37,4%), seguido por preço alto cobrado pelos serviços (34,4%) e falta de pontualidade no dia a dia (33,9%), apenas para citarmos os três principais.
Interessante – ou preocupante – que apenas 22,5% dos consumidores disseram que não houve defeito.

Considerando apenas esses três itens, o primeiro, inclusive, gera uma oportunidade para os fabricantes e varejistas, por meio da produção e oferta de coberturas plásticas protetoras apropriadas para substituir os jornais, toalhas e lonas improvisadas.
O segundo item diz mais respeito à precificação do serviço e o terceiro é fundamentalmente comportamental.
Mas, e quando segmentamos por classes sociais?
Na classe A, o defeito que mais a incomodou foi falta de pontualidade no dia a dia (44,7%), na classe B, sujeira deixada no término do dia (47,4%), e na classe C, preço alto cobrado pelos serviços (33,7%).
Por fim, proporcionalmente, a classe B foi a que mais teve problemas com a mão de obra, uma vez que apenas 18,3% disseram que não houve defeitos, contra 26,5% na classe A e 24,3% na classe C.

Baixar gráficos: artigo, emprego no varejo matcons
É fundamental que os executores minimizem os problemas causados durante a obra, considerando o bem-estar das famílias, mas também o residual positivo da obra no mercado como um todo, ainda mais considerando que, segundo a série histórica do Painel Comportamental de Consumo de Materiais de Construção de 2021 a 2026, em média, 70,4% dos consumidores realizam as obras morando no local.
Obviamente, os cursos e treinamentos para os executores pressupõem uma didática cuidadosa, desenvolvida de maneira customizada de acordo com a área de atuação da empresa e perfil do público: as demandas de um eletricista não são as mesmas do que as dos pedreiros, por exemplo.
No entanto, há pontos em comum que serão abordados no próximo artigo.
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