Redução das obras residenciais impacta os mercados de móveis e decoração

No artigo anterior, “Consumidores de materiais de construção associam seus lares à segurança”, indicamos que, em 2025, segurança foi a palavra mais associada aos lares dos consumidores que realizaram obras/reformas residenciais.

No entanto, talvez a informação mais importante, como tantas vezes ocorre, esteja implícita: sofisticação, estilo e beleza, palavras amplamente utilizadas para vendas de materiais de acabamento, pouco significam, em relação aos lares, para esse perfil de consumidor.

Seguindo, como prometido, apoiados em cinco anos de pesquisas contínuas, modelaremos o perfil das obras residenciais brasileiras.

Considerando consumidores das classes A/B/C, na média dos últimos quatro anos de pesquisas (realizadas em novembro dos respectivos anos com 1.020 consumidores que fizeram obras/reformas nos últimos 12 meses), 75,3% reformaram os lares, sendo que 31,4% ampliaram ao menos um cômodo.

Ainda historicamente, 16,8% construíram e metade aproveitou a obra para decorar seus lares (49,8%).

Porém, na pesquisa mais recente (Pesquisa 2 | 2025), embora a hierarquia seja a mesma, houve declínio nas quatro atividades, influenciando a média, que decresceu de 1,8 tipo de intervenção na série histórica para 1,6 na pesquisa mais recente.

Baixar gráficos: artigo, inflação materiais de construção e móveis

Ainda nessa pesquisa, foi atípica a dificuldade de conseguirmos 1.020 entrevistas no perfil obras e reformas residenciais (não entrevistamos o perfil pequenos reparos, manutenção e melhorias pontuais), levando 45 dias para completarmos essa cota, ante média de 35 dias nas pesquisas anteriores.

Faz sentido, em linha com a própria desaceleração das vendas do comércio de materiais de construção, com desempenho, em 2025, próximo de zero, após crescimento de 4,8%, em volume de vendas, em 2024 (fonte: IBGE).

No entanto, a maior queda na onda mais recente ocorreu na decoração do lar, passando de 49,8% na média histórica para os atuais 44,8%.

Portanto, é perceptível o efeito cascata da redução do contingente e da dimensão das obras residenciais, atingindo também as vendas de móveis, tapetes, cortinas, quadros, objetos decorativos etc.

A partir desse ponto, iniciaremos o próximo artigo, analisando a relação das obras residenciais com a indústria moveleira.

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