REFORMA DO LAR TEM MAIS A VER COM MEMÓRIA AFETIVA DO QUE COM PRODUTOS

Esse artigo dá sequência ao artigo Brasileiros preferem reformar ambientes íntimos a ambientes sociais, avançando, detalhadamente, na jornada de compra de materiais de construção para obras e reformas residenciais.

Na Pesquisa 1 | 2021 (realizada em maio), do total de 1.021 consumidores que realizaram obras/reformas residenciais no último ano, 59,4% reformaram o imóvel no qual já moravam.

Já, na onda mais recente, Pesquisa 1 | 2022  (realizada em maio), do total de 1.022 consumidores que realizaram obras/reformas residenciais no último ano, 55,6% reformaram o imóvel no qual já moravam.

Assim, como podemos ver melhor no gráfico abaixo, a indústria da reforma/ampliação/construção residencial, responsável por, estimados, 70% do sell out de materiais de construção (os outros 30%, seriam relativos à indústria dos reparos/melhorias/manutenção residencial), é movimentada, principalmente, por consumidores que já habitavam o local melhorado.

Por fim, nos recortes por classes sociais, apenas relativamente à Pesquisa 1 | 2022, na classe A, os consumidores que já moravam no imóvel e decidiram reformá-lo é de 60,9%; na classe B, 57%, e, por fim, na classe C, 54,6%.

Independentemente do poder aquisitivo, isso significa que o fluxo no varejo de materiais de construção, relativo à indústria da reforma/ampliação/construção residencial, é, predominantemente, composto por pessoas que já conviviam no lar que está sendo reformado, com todas as memórias afetivas que isso implica.

Comunicar-se efetivamente com esse perfil de consumidor, talvez, seja muito mais falar com essa memória afetiva, do que propriamente dito falar de materiais de construção.

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