Nordestinos frequentam mais as lojas de materiais de construção

Como método de trabalho das pesquisas semestrais, desde 2020, preservamos os entendimentos que fazem sentido para o monitoramento contínuo do comportamento de compra de materiais de construção – algumas vezes, com ajustes finos –, no intuito de mensurar padrões e oscilações temporais (possíveis tendências).

Há outros entendimentos que perdem relevância, que acabam sendo descartados e substituídos por novas investigações, que podem ou não virar uma nova série histórica.

E, por fim, há entendimentos aleatórios, sem potencial de serem incorporados em uma nova série histórica. Na verdade, sequer sabemos se terão algum valor, mesmo isoladamente, como o exemplo a seguir.

Em 2025, fechamos com Home center ou atacarejo de materiais de construção: qual a preferência do consumidor?, uma trilogia de artigos sobre o nível de conhecimento dos consumidores do formato de canal atacarejo de materiais de construção.

Agora, na Pesquisa 2 | 2025, realizada em novembro passado com 1.020 consumidores de materiais de construção que fizeram obras/reformas residenciais nos últimos 12 meses, perguntamos: “Excetuando o período da obra, normalmente na sua vida cotidiana, aproximadamente, com que frequência você costuma ir a lojas de materiais de construção?”

Entre os itens estimulados na pesquisa, “apenas quando há necessidade” (22,5%), seguido por “ao menos uma vez por mês” (18,5%) foram os comportamentos mais comuns, seguidos por, apenas para ficarmos nos três principais, “ao menos uma vez por bimestre” (12,3%).

Na realidade, após o terceiro item que melhor ilustra o comportamento do consumidor, todas as opções estão muito próximas, inclusive o item que demonstraria uma maior frequência: “ao menos uma vez por semana” (9,9%).

Não sabemos a frequência dos comércios varejistas de outros segmentos, mas supomos que farmácias e supermercados, por exemplo, possuem uma frequência significativamente maior.

Mas, e por região do país? Há alguma mais próxima dos lojistas de bairro?

Considerando as regiões pesquisadas (detalhes das amostras no rodapé do gráfico), “apenas quando há necessidade” é o comportamento mais comum nas regiões Sudeste (23%), Sul (23%) e Centro-Oeste (25,2%). Já no Nordeste, “ao menos uma vez por mês” (28,2%) é o comportamento mais comum.

Um olhar mais atento no gráfico acima, perceberá também que somente no Nordeste a frequência semanal é o terceiro tipo de comportamento mais comum, com 11,5%, sendo que sequer surge entre os cinco itens mais assinalados no Sudeste e Sul, sendo apenas o quinto, no Centro-Oeste.

Ao que tudo indica, os nordestinos possuem uma frequência maior no varejo de materiais de construção, talvez, especialmente, nas lojas de bairro (próximas à obra, pequenas, médias e multicategorias).

Ainda no campo da especulação, esse comportamento pode ser um indicativo de maior incidência de obras em capítulos. Ou, ainda, de hábito ou necessidade de pequenos reparos constantes.

Este artigo é uma continuação do anterior, E-consumidores de materiais de construção se dividem entre e-commerces especializados e generalistas, no qual seguimos investigando a utilização dos principais canais de compra do segmento. No próximo, daremos ênfase à relação dos consumidores com as lojas de bairro.

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