Há um ano, em Fechaduras, pias para cozinha, caixas d’água e fechaduras eletrônicas: principais canais de compra e ambientes de instalação, encerramos uma série de três artigos sobre a primeira onda de uma pesquisa de consumo de 12 categorias de produtos.
Na época, nem sabíamos se essa investigação daria certo, a ponto de criamos uma série histórica; porém, agora que temos os resultados da segunda onda, as informações se mostram consistentes e confiáveis.
Nos dois anos, fizemos a mesma pergunta, apresentando as mesmas 12 categorias: “Especificamente, em relação a alguns produtos, quais abaixo foram comprados para sua obra/reforma?”.
Na Pesquisa 1 | 2025, realizada em maio/junho com 1.020 consumidores que fizeram obras/reformas residenciais nos últimos 12 meses, as quatro principais categorias compradas foram: revestimento cerâmico para parede (51,4%), tubos e conexões de PVC (49,2%), torneiras para cozinha (47,9%) e piso porcelanato (47,9%).

Exatamente um ano depois, na Pesquisa 1 | 2026, realizada em maio/junho com 1.020 consumidores que fizeram obras/reformas residenciais nos últimos 12 meses, as quatro principais categorias compradas foram: revestimento cerâmico para parede (48,9%), tubos e conexões de PVC (47,2%), piso porcelanato (43,7%) e torneiras e misturadores para banheiro (42,3%).

Por fim, abaixo comparamos, em um mesmo gráfico, o desempenho anual de cada uma delas, com as respectivas médias.
Com exceção de torneiras e misturadores para banheiro e pia para cozinha, que apresentaram crescimento mínimo, e de impermeabilizante (de qualquer tipo) e fechaduras eletrônicas para portas, que apresentaram desempenhos mais próximos à estabilidade, todas as outras categorias, em algum grau, decresceram.
As maiores médias foram as de revestimento cerâmico para parede (50,2%), tubos e conexões de PVC (48,2%), piso porcelanato (45,8%) e torneiras para cozinha (44,2%), com esta última apresentando significativo decréscimo.

Baixar gráficos: artigo, indústria matcons e cimento
Portanto, na passagem de 2025 para 2026, com a desaceleração da compra da maior parte das categorias, o Índice de Compra de Categorias (ICC) passou de 37,6% para 35%.
De qualquer maneira, a ausência de discrepâncias significativas evidencia certo padrão, com as devidas oscilações, demonstrando ser possível criar painéis de consumo consistentes por categorias de materiais de construção.
Por exemplo, nos dois anos, as três principais categorias compradas foram as mesmas, mesmo considerando que os entrevistados foram totalmente diferentes.
A Fundação de Dados convida empresas que atuam nessas categorias para a criação de painéis de consumo próprios e exclusivos, que poderão investigar desde valores gastos para dimensionamento de share até referências de marcas ou aspectos comportamentais diversos, como os principais critérios de escolha de determinados produtos, tendências etc.
No próximo artigo, compararemos o desempenho anual dessas 12 categorias nas classes A, B e C, cujas diferenças são significativas.
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