Uso da internet para compra de materiais de construção cresceu 89,4% em relação ao pré-pandemia

Repetindo o método do artigo publicado em 14 de maio passado, Lojas de tintas ultrapassam home centers na preferência dos consumidores, vamos também dividir essa análise em dois períodos distintos: pré-pandemia versus últimos três anos, com o intuito de analisar a utilização da internet para compra de materiais de construção, antes e depois da pandemia.

A base comparativa serão as pesquisas de 2017, 2018 e 2019, portanto anteriores à pandemia, e as pesquisas realizadas em 2023, 2024 e 2025.

Todas foram aplicadas em novembro do respectivo ano, com consumidores que haviam feito obras e reformas nos últimos 12 meses (detalhes técnicos das amostras nos rodapés dos gráficos).

Assim, nesses anos fizemos rigorosamente a mesma pergunta: “Agora vamos falar do local de compra dos materiais para sua obra. Quais os tipos de lojas utilizados para comprar os materiais de construção para sua obra/reforma (somente utilização do tipo de loja, pode marcar independentemente do valor gasto, volume e número de itens comprados, podendo ser apenas uma só compra)?”

Na média das pesquisas de 2017 a 2019, a utilização dos sites/e-commerces (compra via internet) para compras de materiais de construção foi de 16,1%.

Interessante que, nas passagens anuais, naturalmente, sem a interferência da conjuntura “fique-em-casa-cheio-de-dinheiro”, já havia uma tendência contínua de crescimento do uso dos canais digitais para compra de materiais de construção.

No entanto, vamos agora dimensionar de quanto foi a aceleração digital no varejo do segmento.

Agora, na média das pesquisas mais recentes, de 2023 a 2025, a utilização dos sites/e-commerces (compra via internet) para compras de materiais de construção foi de 30,5%.

Baixar gráficos: artigo, indústrias de materiais de construção e cimento

É importante frisar que pesquisamos o perfil de consumidor que realizou obras/reformas residenciais, e não o perfil que fez pequenos reparos e manutenções pontuais, cujo comportamento de compra é diferente.

Assim, retomando, embora tenha ocorrido um aumento de 89,4% na utilização dos canais digitais para compra de materiais de construção, diferentemente da tendência de crescimento anterior à pandemia, desta vez a tendência é de estabilidade.

É como se a utilização do canal tivesse praticamente atingido seu teto em número de usuários, cabendo agora às empresas varejistas rentabilizar esse contingente de consumidores.

A tarefa se torna ainda mais desafiadora para os players nacionais especializados, como Leroy Merlin, MadeiraMadeira, Obramax, Ferreira Costa, entre outros, devido à ascendência dos sites/e-commerces internacionais e generalistas no mercado de materiais de construção, oferecendo, sobretudo, preço baixo.

Para quem se interessar em aprofundar o assunto, sugerimos o artigo publicado em 25 de março passado, Utilização da internet para compra de materiais de construção estabiliza após a pandemia.

No próximo artigo, seguiremos com os recortes do Painel Comportamental de Consumo de Materiais de Construção, sempre que possível extrapolados para o ambiente macroeconômico.

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