No artigo anterior, Sell out de materiais de construção poderá chegar a R$ 336,5 bilhões em 2026, apresentamos, com base na PAC/IBGE, a consolidação da receita bruta de revenda de mercadorias do comércio varejista de materiais de construção, de R$ 316,9 bilhões.
Assumindo a receita bruta como proxy do sell out, com base em dados consolidados da PMC/IBGE, estimamos um sell out em 2025 de R$ 324,5 bilhões e o projetamos, para 2026, em R$ 336,5 bilhões.
Detalhes e demais informações técnicas poderão ser acessadas no artigo.
Dada essa base, avancemos para a variável número de unidades locais comerciais brasileiras (estabelecimentos, filiais ou pontos de venda).
Retomando a PAC, em 2024, havia 1.329.153 unidades locais no comércio varejista brasileiro, sendo que, desse total, 181.881 foram identificadas como integrando o comércio varejista de materiais de construção (CNAES do Grupo 47.4, excluindo tintas automotivas).

Importante ressaltar que a PAC 2024 inaugura uma nova série histórica, sendo que uma das alterações mais importantes foi, justamente, estabelecer novos critérios para identificar empresas ativas no Cadastro Básico de Seleção (CBS).
Considerando, portanto, que os novos critérios reduziram as distorções no cadastro, podemos afirmar que o comércio varejista de materiais de construção é, entre os 16 agrupamentos da PAC, o maior em unidades locais, superando o comércio varejista de produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 178.207 unidades.
Percentualmente, do total de unidades no comércio varejista brasileiro, 13,7% pertencem ao varejo de materiais de construção, enquanto 13,4% ao varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Se assumirmos a premissa de que o maior número de unidades locais reflete a maior capilaridade, é possível afirmar que, entre os agrupamentos da PAC, o varejo de materiais de construção é o mais pulverizado do Brasil.
Essa conclusão é a mesma da série anterior da PAC.
Por fim, considerando o sell out 2024 de R$ 316.900.019.000,00 dividido pelas 181.881 unidades locais, chegamos a um faturamento médio anual de cada loja de materiais de construção de R$ 1.742.348,12.

Baixar gráficos: artigo, desempenho comércio varejista de bens
Tal pulverização do comércio de materiais de construção é também devida à competência dos atacadistas.
No entanto, se o varejo do segmento é o quarto maior em sell out e o primeiro em unidades locais, ele se posiciona como o sexto na média da receita bruta por unidade.
Em outras palavras, há, ainda, muito trabalho a ser feito.
No próximo, retomaremos os microdados, analisando o processo de compra de piso porcelanato.
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