O MAIOR GANHO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NÃO TEM A VER COM VENDAS

No biênio pandêmico, ou seja, no acumulado 2021/2020, o comércio de materiais de materiais de construção cresceu, em volume de vendas (faturamento real/nominal deflacionado) 15,7%, e nominalmente (faturamento percebido/volume de vendas com inflação) 49,2%, sobre o ano de 2019 (fonte PMC/IBGE).

Paralelamente, nesse período, segundo a Pesquisa 2 | 2021, que entrevistou 1.022 consumidores que reformaram seus lares entre novembro de 2020 e outubro de 2021,  84,1% alegaram que a pandemia fez com que valorizassem mais a sua residência do que antes.

Nos recortes por classes sociais, essa valorização foi maior na classe A, com 90,1%, seguida pela classe B, com 87,1%, e pela classe C, com 82,2%.

Já, nos recortes pelas quatro regiões pesquisadas, essa valorização foi maior no Nordeste, com 87,6%, seguida pelo Sudeste, com 85,8%; Centro-Oeste, com 79,3%, e pelo Sul, com 78,6%.

Por fim, nos recortes por faixas etárias, essa valorização foi maior nos jovens (23 a 30 anos), com 87,4%, seguida pelos jovens maduros (31 a 39 anos), com 82,6%, e pelos maduros (40 anos +), com 81,9%.

Assim, em todos os recortes, é notório que o conceito do morar bem foi valorizado devido à pandemia, demonstrando, assim, o caráter profundo e abrangente desse sentimento.

O desempenho do comércio de materiais de construção sempre foi dependente da equação conjuntural emprego, renda e confiança do consumidor.

Doravante, adiciona-se um fator estrutural: a valorização do lar.

Newton Guimarães - Head

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