32% dos consumidores das lojas de bairro confiam nas indicações de produtos e 23,6% chamam o lojista pelo nome

No entendimento anterior, analisado no artigo Nordestinos frequentam mais as lojas de materiais de construção, constatamos a maior frequência dos consumidores da região Nordeste  nas lojas de materiais de construção.

E frequência, possivelmente, está mais associada às lojas de proximidade, objeto da investigação seguinte, por intermédio da pergunta: “Ainda excetuando essa obra/reforma, em relação à loja de materiais de construção próxima à sua residência, a qual você utiliza para compras rápidas ou de emergência para pequenos consertos, manutenção ou melhorias pontuais, você diria que…”

Considerando a Pesquisa 2 | 2025, realizada em novembro passado com 1.020 consumidores de materiais de construção que fizeram obras/reformas residenciais nos últimos 12 meses (detalhes nos rodapés dos gráficos), entre os itens estimulados, “Eu mando WhatsApp para pedir alguns produtos” (33,2%) e “Eu confio nas indicações de produtos deles” (32%) se destacam.

Também merece destaque o terceiro item mais comum: “Eu sei o nome da pessoa que me atende” (23,6%).

Importante destacar que essa informação não diz respeito apenas às obras/reformas realizadas, mas, sim, ao dia a dia dos consumidores.

Assim, podemos considerar que aproximadamente 1/3 dos brasileiros, independentemente de estarem em obra, confiam nas indicações de produtos dos lojistas de materiais de construção de seu bairro, se relacionando com eles, inclusive, diretamente por WhatsApp.

E de que, quase 1/4 sabe o nome desses lojistas, evidenciando uma proximidade ainda maior.

Mas, novamente, e por região? O que muda?

Entre os itens estimulados, a utilização do WhatsApp é o comportamento mais comum nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, com destaques no Sudeste (34,9%) e Nordeste (35,3%). Já no Centro-Oeste esse comportamento possui uma incidência menor (26,7%) minimamente abaixo do item “Eu não utilizo lojas de materiais de construção próximas à residência” (27,5%).

Quanto a chamar o atendente pelo nome, o comportamento é mais comum no Nordeste (28,3%) e Sul (26,1%) e significativamente menos comum no Centro-Oeste (18,6%).

E, por fim, confiança nas indicações de produtos é mais expressiva no Nordeste (35,2%) e Sudeste (34,8%), caindo significativamente no Centro-Oeste (20,2%).

Bem, destacamos aqui apenas alguns pontos, entre tantos outros insights possíveis, reforçando a proximidade dos nordestinos com as lojas de bairro, já levantada no artigo anterior.

Por outro lado, os consumidores da região Centro-Oeste indicaram uma menor proximidade, com incidência significativamente mais baixa dos itens relativos à confiança nas indicações de produtos e mão de obra.

Como já frisamos no artigo anterior, essa investigação fez parte de entendimentos aleatórios à margem dos processos dos painéis semestrais, sem muita pretensão, mas com potencial de trazer informações relevantes para as empresas do setor.

Às vezes, os melhores processos são aqueles que reduzem a rigidez para aprender com o acaso.

No próximo artigo, retomaremos as séries do Painel Comportamental de Consumo de Materiais de Construção, abordando os gastos em reais dos consumidores de materiais de construção das classes A/B/C com obras e reformas residenciais.

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