O artigo anterior, Comércio de materiais de construção, com sorte, andará de lado por mais um ano, analisou o cenário macroeconômico conjuntural para 2026; agora retomamos as análises microeconômicas estruturais, dando sequência ao artigo Banheiros e quartos são os cômodos mais reformados pelos brasileiros.
A ideia é modelar em sequência a jornada de compra do consumidor de materiais de construção, ao realizar obras e reformas residenciais.
Assim, perguntamos: “Nesse período de planejamento da obra/reforma (antes de iniciá-la), quais foram os principais meios utilizados para pesquisar e comparar informações dos materiais de construção de maneira geral?”
Na média histórica do Painel Comportamental de Consumo de Materiais de Construção, considerando pesquisas realizadas de 2022 a 2024, sempre em novembro dos respectivos anos (detalhes técnicos no rodapé do gráfico), as lojas físicas de materiais de construção surgem com 69,7%.
Um ano após, na pesquisa mais recente, realizada em novembro de 2025, coincidentemente, as lojas físicas de materiais de construção surgem também com 69,7%, demonstrando que esse hábito permanece solidamente estável.
Em seguida, tanto na série histórica como na pesquisa mais recente surgem, entre os cinco principais meios: sites/e-commerces de materiais de construção, YouTube, sites das empresas fabricantes e Instagram.

Agora, considerando apenas a pesquisa mais recente, ao segmentarmos pelas três classes sociais pesquisadas, as lojas físicas e os sites/e-commerces de materiais de construção surgem, igualmente e respectivamente, em primeiro e segundo lugar, com destaques, na leitura horizontal, para as lojas físicas na classe C (71,9%) e sites/e-commerces na classe A (47,8%).
Interessante que, quanto maior o poder aquisitivo, maior é a utilização da loja virtual, e, quanto menor, maior a utilização da loja física.
Em seguida, na classe A, surgem sites das empresas fabricantes (40,4%), Youtube (38,5%) e aplicativos de construção/reforma e Instagram, com 36,9% e 35,6%, respectivamente.
Importante considerar esse dado dentro do contexto de que os apps também são usados para acessar varejistas e fabricantes.
Na classe B, os meios seguintes são extremamente equilibrados: YouTube (31,1%), sites das empresas fabricantes (30,5%) e Instagram (29,6%). Vale a menção de que o TikTok já figura no pelotão dos seis meios mais acessados.
Por fim, na classe C, também de maneira equilibrada, destacamos: YouTube (22%), Instagram (21,6%) e sites das empresas fabricantes (19,9%).

Baixar gráficos: gráficos artigo, comércio e indústria de matcons 2025 vs 2024
A classe A utilizou, em média, 4,4 meios para pesquisas, a classe B, 3,2, e a classe C, 2,6. Esse comportamento é comum, pois as obras na classe A são maiores, estimulando esse perfil de consumidor a pesquisar em mais meios.
Por fim, é importante frisar que a pergunta especificava materiais de construção em geral, portanto, tinha um viés generalista. Por experiência, sabemos que, quando aprofundamos determinado produto os resultados são diferentes.
De qualquer maneira, do trade ao digital, esses cinco meios são fundamentais para qualquer planejamento básico de comunicação com os consumidores.
No próximo artigo, entraremos na fase de análise da utilização e percepção dos consumidores sobre os canais de venda de materiais de construção utilizados para a obra.
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